A importância da união entre família e escola

A importância da união entre família e escola

Por: Marcia Belmiro | Educação | 21 de maio de 2020

A situação: uma escola antiga e tradicional, com quase 300 alunos matriculados. Os estudantes, especialmente os adolescentes, apresentam comportamento disperso e agitado. Os pais, por sua vez, se afastam da instituição, por entender que nessa fase os filhos precisam de mais independência. No grupamento escolar há conflitos e informação desencontradas. O ano é 2018.

Tereza Cristina Loureiro, psicóloga e gestora da instituição, acaba de fazer a formação TeenCoaching. O lugar é a escola particular Jardim Escola Bonequinho Doce e Centro Educacional Santa Thereza (CEST), localizada em São João de Meriti (RJ). Logo no início, Cristina, como é chamada, começa a atuar como TeenCoach escolar. Cada vez mais alunos são atraídos para marcar suas sessões na secretaria. Em pouco tempo os adolescentes do CEST demonstram mais autoconfiança, o que se reflete nos resultados das provas.

Foi aí que os pais começaram a comentar a nova abordagem da escola, elogiando o trabalho de Cristina. “Passei a fazer uma reunião de pais diferente. Além dos assuntos de sempre, comecei a dar orientações sobre o desenvolvimento do cérebro do adolescente, as mudanças hormonais que ocorrem nessa fase da vida e até sobre como lidar com os jogos eletrônicos. Tudo isso ajuda as famílias a lidar com os filhos para além dos muros da escola, dentro de casa”, relembra Cristina.

Dessa forma, a gestora iniciou um movimento de aproximação entre escola e famílias. “Quando trazemos os pais para perto, podemos orientá-los melhor. Isso é bom para todos: as famílias percebem que estão mais próximas da vida dos filhos, e querem participar cada vez mais. Os alunos, por sua vez, se sentem mais confiantes para ir adiante, caminhando junto com seus pais. Isso aumenta a qualidade de seu desenvolvimento, sua autonomia e autorresponsabilidade. Já a escola acompanha esse movimento, que ajuda no fortalecimento de seus valores e de sua missão”, explica Cristina.

Empolgada com o sucesso do projeto, a gestora então entrou no grupo de supervisão avançada escolar do ICIJ, o que a impulsionou a dar mais um passo: iniciar um projeto de formação continuada com a equipe de educadores da instituição. “Quantas mudanças foram acontecendo: professores motivados, estimulados e treinados de forma positiva para ajudar na construção de conhecimento com seus alunos, reduzindo os casos de indisciplina, sem contar com a melhora no desempenho acadêmico. Percebi que os pais participavam mais das reuniões, e que melhoramos a comunicação entre famílias e escola”, enumera Cristina.

Em 2019, a gestora deu outro passo, dessa vez em direção à educação das crianças: fez o Kids Coaching Presencial, e começou um trabalho na educação infantil e no ensino fundamental. As mudanças que já estavam acontecendo se tornaram cada vez mais nítidas e eficazes.

O relacionamento da escola com as famílias deve ser prazeroso e construtivo. Os pais também precisam de apoio, pois não sabem como agir em diversas situações com os filhos, pois existe um conflito de gerações. Com clareza nos objetivos da instituição, agregando conteúdos relevantes e trabalhando as habilidades socioemocionais podemos construir um ambiente de confiança, que creio ser a base de tudo”, analisa Cristina.

Matérias Relacionadas

Avós que criam seus netos
Dicas de filmes para assistir em família
Perda dos pais na adolescência: como lidar?