Biodança, a dança da vida

Biodança, a dança da vida

Por: Marcia Belmiro | Transformo Gerações | 01 de fevereiro de 2020

Uma dança terapêutica, baseada na reconexão com os instintos, na reconexão entre o pensar, o sentir e o agir. Uma dança de olhos nos olhos, de afeto – por si mesmo e pelo outro –, de honrar e celebrar a humanidade que há em cada um de nós. Uma dança de melodia e de silêncio. Uma dança que é em grupo, mas que ao mesmo tempo trabalha o que há de mais único em cada um de nós: vitalidade, sexualidade, criatividade, afetividade e transcendência.

Afinal, o que é a biodança (ou biodanza)? Os estudiosos dessa dança afetivo-motora criada pelo chileno Rolando Toro Araneda costumam dizer que para saber o significado real da biodança é necessário senti-la na prática. E foi isso que os participantes do Transformo Gerações fizeram: se deixaram levar pela instrutora Laís Franca, adepta da chamada “dança da vida” há 35 anos.

Laís facilita vivências de biodança desde a primeira edição do Transformo Gerações, em 2016, sempre provocando nos participantes oportunidades de reflexão, vínculo e muita emoção. Neste ano sua participação está confirmada, e já é um dos momentos mais aguardados do TG 2020.

Conheça um pouco mais sobre o trabalho de Laís Franca com a biodança:

“A biodança usa não o aprendizado formal, racional, mas o aprendizado afetivo-motor. A primeira regra é ficar em silêncio. Isso é difícil, porque quando a gente está entusiasmado costuma gritar. Na hora que falo, ativo o córtex cerebral, vou pelo caminho que já está mais mapeado. A ideia aqui é fazer um percurso diverso, ativar um novo caminho cerebral, da emoção.”
“Na nossa civilização, o pensar, o sentir e o agir estão dissociados. Por educação, não posso falar o que sinto, não posso expressar o que penso. A prática regular de biodança ajuda a integrar esses três aspectos, em três níveis de vínculo: comigo mesmo, o vínculo com o outro – que só vem de forma integral depois que estabeleci esse vínculo comigo –, e o vínculo com a totalidade, com o universo ao qual faço parte.”

“Por que biodança? Porque não é uma dança aprendida, ninguém precisa saber dançar, e porque trabalha com todo o aparato biológico que temos. É uma sacralização da vida. Preciso honrar o que meu corpo está me dizendo, ele sabe do que preciso. Se estou trabalhando demais, o corpo avisa, e preciso honrar isso. Se estou dando menos do que posso, o corpo avisa, e também preciso honrar isso. A definição de biodança é uma reaprendizagem dos instintos originários de vida. Nossos instintos estão aqui para preservar a vida, mas a gente, em geral, os cala.”

“Caminhar na biodança é um dos exercícios principais, pois representa a nossa caminhada existencial. Se caminho com os ombros e a cabeça baixos e quero melhorar minha vida, nada vai acontecer, porque o corpo está dissociado da intenção. Muitas vezes caminhamos para um objetivo, mas ele não está conectado com o meu valor, com o meu coração, com o meu desejo. Às vezes é um objetivo que achei legal, que busquei de outra pessoa, que o meio me impôs, que a necessidade financeira me impôs. É preciso haver uma conexão com esse valor próprio, com sua força e potência.”

“Não fazemos nada mecanicamente na biodança, buscamos o gesto pleno de sentido, o contato humano real, com afeto. O que é afetividade? É ser afetado pelo outro e deixar-se afetar o outro. Hoje a revolução é do afeto. Tem abraços formais de aniversário, de Natal, mas não tem encontro. Há uma grande diferença entre simplesmente abraçar e ter um encontro de olhar. Somos seres sociais, interdependentes uns dos outros. A beleza de poder ser permeável ao outro nos alivia de ter que carregar a vida sozinhos.”

Você quer participar de uma experiência de biodança que vai reunir 1.000 pessoas no Transformo Gerações 2020? Acesse aqui para se inscrever no TG: https://transformogeracoes.com.br/

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