Marcia Belmiro: empreendedorismo com propósito no mundo digital

Marcia Belmiro: empreendedorismo com propósito no mundo digital

Por: Marcia Belmiro | Carreira | 18 de junho de 2021

Alguns dados importantes sobre o empreendedorismo feminino no Brasil:

Em 2019, 9,3 milhões de mulheres eram empreendedoras, representando 34,5% dos donos de empresas no país (Sebrae).

O nível de escolaridade das empreendedoras é 16% superior ao dos empreendedores, mas elas têm menos acesso a crédito e menores rendimentos (Sebrae).

A pandemia de covid-19 reduziu a proporção de mulheres no empreendedorismo. No terceiro trimestre de 2020 elas passaram a ser 33,6% dos donos de negócios. Em valores nominais, eram 8,6 milhões de mulheres empreendendo no Brasil, 1,3 milhão a menos que no ano anterior (Sebrae).

Ainda de acordo com o Sebrae, a principal razão para a queda da presença feminina no empreendedorismo foi a necessidade de as mulheres se dedicarem mais às tarefas domésticas e de cuidado com crianças e idosos durante a pandemia.

Na pandemia, 76% das empreendedoras brasileiras tiveram de alterar seu modelo de negócio – um índice 6% maior que a média mundial – e 58% disseram que essa mudança será permanente (Goldman Sachs).

Empreendedorismo com propósito: Um case de sucesso

No Kids Coaching, as mulheres (e mães) são a grande maioria do público, representando cerca de 90% dos mais de 4 mil alunos formados desde 2015. Esse também é o perfil de Marcia Belmiro, que está à frente do Instituto de Crescimento Infantojuvenil (ICIJ).

Marcia iniciou sua carreira como psicóloga clínica e depois foi trabalhar em grandes corporações, mas revela que sua realização profissional e seus ganhos financeiros aumentaram consideravelmente desde que começou a empreender, já mãe de três filhos.

Eu e meu marido, que é meu sócio, já tivemos diversos empreendimentos: restaurantes, cantinas escolares, e desde o início dos anos 2000 começamos a empreender no Coaching. Em 2015 criei o Método CoRE KidCoaching, e na mesma época iniciei no empreendedorismo digital. Essas duas mudanças, juntas, fizeram uma verdadeira alavancagem em minha vida profissional”, conta Marcia.

Mas nem tudo foram flores. Marcia conta que a entrada no mundo digital foi marcada por desafios: “Estar em um palco com mil pessoas me assistindo é o céu. Mas interagir com uma câmera foi um longo aprendizado. Meus primeiros vídeos eram caseiros, usávamos uma câmera amadora. Mas eu pensava que se não começasse de algum jeito, não iria a lugar algum.”

Além disso, ela e seu parceiro já faliram duas vezes, mas não desistiram do sonho de trabalhar por conta própria e se reergueram. Em 2020 a empresa ia bem, até que veio o coronavírus.

Com a pandemia, Marcia Belmiro engrossou as estatísticas das empreendedoras brasileiras que fizeram uma grande mudança em seu modelo de negócio. Saíram de cena as formações presenciais (que aconteciam regularmente em diversos pontos do Brasil e de Portugal).

Em seu lugar, Marcia criou não um, mas três novos cursos: Kids Coaching In Home (com aulas ao vivo pela plataforma Zoom), Professor 2.0 e Mãe Melhor Versão (voltados respectivamente para educadores e mães), que hoje, ao lado do Kids Coaching On-Line, garantem a sustentabilidade da empresa.

Eu achava que ser funcionária de uma empresa tomava muito do meu tempo, mas gerir o próprio negócio exige bem mais. Sem dúvida trabalho mais hoje, mas sou mais feliz porque estou muito alinhada ao meu propósito. Para empreender é preciso escolher algo que você faria até de graça, porque senão você não dá conta. Além disso, hoje posso organizar minha rotina como desejo, escolhendo quando e onde trabalhar”, comemora Marcia.

Fontes:

Sebrae: pandemia reduz participação de mulheres nos negócios”. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-03/sebrae-pandemia-reduz-participacao-de-mulheres-nos-negocios

Empreendedoras brasileiras foram as mais impactadas pela pandemia, aponta estudo do Goldman Sachs”. Disponível em: https://revistapegn.globo.com/Mulheres-empreendedoras/noticia/2021/06/empreendedoras-brasileiras-foram-mais-impactadas-pela-pandemia-aponta-estudo-do-goldman-sachs.html

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