Confira cinco atitudes para destravar sua criatividade hoje

Confira cinco atitudes para destravar sua criatividade hoje

Por: Marcia Belmiro | Desenvolvimento Pessoal | 29 de julho de 2021

Muitos creem que a criatividade não pode ser desenvolvida, ou você tem ou não tem, mas não é bem assim. Sem dúvida alguns indivíduos não só receberam esse dom como tiveram a oportunidade de conviver na infância, especialmente, num ambiente rico em estímulos aos cinco sentidos (cheiros, sabores, música, leitura, texturas, cores etc.), rico em recursos: lúdicos (brinquedos, jogos e brincadeiras), físicos (espaço, amplitude, natureza, diversidades), emocionais, e também rico em reforço positivo às produções inventivas.

Mas se a pessoa não foi essa agraciada em dom e nem em seu ambiente familiar e escolar, não precisa sofrer, porque sim, a criatividade pode ser resgatada, aprimorada ou até desenvolvida a qualquer tempo.

A criatividade nada mais é do que uma função psíquica normal de um cérebro normal, desde que esteja livre e com permissão para reorganizar as milhares de informações contidas na mente, informações que foram obtidas de nossos ancestrais e mescladas pelas experiências de vida de cada um.

Portanto a criatividade é uma das poucas coisas que todo mundo já tem desde o nascimento, é uma função psicobiológica, tem apenas que ser reativada, reanimada e treinada.

O filósofo Nietzsche disse: “Em todo homem adulto esconde-se uma criança.”

Isso significa que criança em essência é curiosa e inventiva, só que o ambiente – e por ambiente entenda-se a família e a escola – vai cerceando essa criança. Na nossa sociedade, o conceito de aprendizado ainda está calcado apenas na repetição.

O que vemos é que a criança é não só estimulada como também elogiada por repetir, repetir, repetir, e a partir daí ela entende que a inventividade não é bem-vinda. E se isso é muito bom em alguns aspectos pode ser embotador também.

Um exemplo disso:

Na época do desfralde, toda vez que a criança usa o peniquinho recebe elogios e pouco a pouco torna esse novo comportamento um hábito. Nesse caso a repetição é bem-vinda.

Já nesse caso… A criança aprendeu com o pai a fazer um movimento corporal toda vez que o jogador faz um gol. E esteja passando jogo ou não na televisão, quando chega uma visita a criança é instigada a demonstrar isso, com frases do tipo: “Mostra pra vovó como se faz quando tem gol!”

E isso é levado à exaustão, e a criança repete, repete, repete…

Esse e outros tantos padrões aprovados e desejados pelos pais não fornecem nenhum ganho real para o desenvolvimento intelectual, cognitivo, emocional ou social da criança. Esse tipo de repetição acaba embotando a criança inventiva e espontânea que todos temos dentro de nós.

O que fica para a criança que convive em ambientes de mera reprodução do certo é que só se ganha afeto dessa forma. E isso vale pra tudo: se escreva com a mão direita, se guarda os brinquedos da maneira que a mãe entende como bonita… Só que assim ela aprende a não ousar.

Então quando grandes autores como Roberto Menna Barreto dizem que a criatividade está presente em todos, precisando apenas ser despertada, é disto que estamos falando: De acordar a criança que brinca, que tem um olhar de estreia, do novo, do intuitivo, do imprevisível, às vezes inconveniente, e por isso único na sua forma de ver e interagir com o mundo, portanto criativo.

A questão é como despertar essa criança sapeca dentro de adultos encouraçados, aprisionados aos seus “padrões de sempre”.

Trazemos aqui cinco proposições pra você começar a ser criativo hoje:

1) Permita-se errar: Veja no engano a criação de outras possibilidades. A frustração do erro é natural, a negação de si mesmo porque errou é paralisante e você pode se libertar disso e ser capaz de rir do erro, consertar e ir adiante.

2) Permita-se não atender às expectativas alheias o tempo todo: Evitar os embates e debates pode ser o sinal de uma necessidade de ser constantemente elogiado e de só conseguir se alimentar da percepção positiva que as outras pessoas têm de você. Mas você pode se libertar disso fazendo um processo profundo de autoconhecimento, como coaching, por exemplo, ou até pode ser necessário um processo de psicoterapia para a partir daí sentir-se mais leve, mais dono de si mesmo e de sua vida. E aí a criatividade flui…

3) Acolha e receba com muito carinho sua criança interior: Entrar em contato com suas dores, angústias e frustrações de infância e equacioná-las vai libertar a criança que ficou encoberta pelas situações que você viveu.

4) Mude a perspectiva: Criar é um ato de ver o que outros não estão vendo, e que nem você mesmo vê num primeiro olhar. Portanto pergunte para a situação: O QUE ESTÁ AÍ QUE EU NÃO ESTOU VENDO? Assim você instiga seu cérebro a buscar uma nova lente, a perceber sob outro ângulo, e é aí que sua mente começa a ser treinada para captar o extraordinário que existe dentro de toda situação ordinária, num processo criativo do dia a dia.

5) Aprecie seus resultados: Sempre que observar que fez algo novo e obteve o resultado desejado, brinde, celebre intimamente e faça pequenos rituais de autovalorização. Basta um simples “yes” ou o que você estabelecer como seu ritual predileto. Essa atitude reforça positivamente seus pequenos e iniciais atos criativos.

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